A verdade é: terminar um relacionamento em qualquer circunstância dói. Correção - quando terminam um relacionamento com você dói. Não vamos ser hipócritas não é? Tive quatro relacionamentos sérios na vida, dois eu terminei e dois fui terminada e não há comparação no tamanho da dor.
E demora, muito. Terminar um relacionamento (isso sim, em qualquer circunstancia) nunca acontece com a conversa definitiva. Porque dói, porque é estranho, porque mesmo quando você que toma a decisão ainda existe a consideraçao e enquanto a outra pessoa insistir em te ligar você vai se sentir na obrigação de atender, até ficar de saco cheio e dizer: por favor não me liguei depois das 22:00
Dói e vai doer. Não só pelo amor, mas por toda cumplicidade, todos os planos e esperanças que você acaba por construir, pela rotina segura que se cria. E dói ver sonhos que poderiam ter sido e que não serão se desmancharem. Dói ver uma história que começou linda ter se tornado um caminho tão tortuoso.
Por isso, mesmo que o amor pelo outro já tenha morrido vai doer. Porque vai ser a sua história, o seu tempo mudando. Lógico que sempre terá o que valeu a pena e os momentos de amor bons de recordar, mas sempre terá a sensação de derrota, de rejeição, o medo de ver sua vida virar do avesso porque toda rotina saiu do lugar.
Não tem jeito. O fim sempre vai doer. Você pode ter certeza de que não é aquela pessoa que você quer, mas vai doer. É história, vida, sonhos, planos. E tudo que mexe com sonhos dói.
Não tem saída, se a gente quiser viver, de verdade, vai ter que encarar a dor. E, siceramente, eu prefiro que doa até eu não aguentar (porque hoje eu sei que passa, sempre passa) mas ter a certeza que eu vivi com intensidade e foi o mais verdadeiro e cheio de mim e da minha verdade do que amenizar os riscos e o possível sofrimento, mas ter sentido algo que não era tão intenso. Não gosto de coisa mais ou menos, se a intensidade da dor for diretamente proporcional à intensidade da paixão pra mim já valeu a pena, melhor do que nunca tentar e perder a chance de morrer de amor.
Sou da teoria que amar não tem fórmula. Ou melhor, que cada amor tem sua fórmula única e particular. Discutir a relação é encontrar qual a sua fórmula e como não deixar que as outras milhares de fórmulas existentes impeçam que se viva com intensidade. Observação importante: o conteúdo desse blog está ligado ao que eu acredito, não quer dizer que a minha verdade seja universal (lembrem-se, cada um tem sua fórmula particular)
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Quando o orgulho é maior que a paixão... e que o bom senso também
Quando conheci o D* tinha acabdo de terminar um namoro de dois anos. O antigo namorado estava na Australia e a situação toda me cansava, no meio desse turbilhão comecei a trabalhar num lugar novo e sensacional, mudei de casa e minha vida toda estava num momento muito diferente. Nesse contexto novo conheci o carinha novo do trabalho que me dava carona e tinha um papo legal.
Depois de dois anos num namoro gostosinho mas sem muita emoção aquela figura nova num momento tão diferenciado da minha vida me encantou. Mesmo com o coração ainda um pouquinho balançado pelo ex resolvi embarcar nessa nova relação que me animou demais.
Mas a verdade é que nunca senti meu coração completamente apaixonado. Era gostoso, era uma experiência totalmente nova e divertida, mas não tinha aquela paixão. Não tinha o master frio na barriga e ansiedade de ver a pessoa a cada novo encontro... e me lembro claramente de fazer um cálculo mental, pensando que em seis meses com certeza tudo já teria murchado em mim.
Depois de apenas três meses juntos muitas coisas já me irritavam nele, e a reciproca era verdadeira... até que, por diversos motivos controversos, ele resolveu terminar o namoro. E eu, que tinha certeza que não estava apaixonada enlouqueci.
De repente meu mundo tão estável e sob meu controle desmoronou... minha vida gostosa com o namorado novo todo final de semana já não estava mais nas minhas mãos, e como num passe de mágica, assimilar as palavras que traduziam o fim fizeram com que eu me sentisse absurdamente apaixonada pela pessoa que eu não poderia ter.
E eu me pergunto... por quê? Mesmo estando seguros sobre nossos sentimentos e sabendo exatamente que uma relação não pode ir pra frente o simples fato daquela pessoa não mais nos querer e todo controle sair das nossas mãos nos dá desespero e faz sofrer demais. Hoje, analisando a situação e o que aconteceu eu tenho a certeza de que foi uma relação relativamente fácil de superar.
No momento que eu disse: Não quero mais, simplesmente parei de pensar nele (coisa que nunca acontece comigo, já deixei de querer n pessoas e mesmo assim elas continuaram a povoar meu pensamento) porém nunca uma dor foi tão intensa e um momento tão desesperador... e hoje, acho que o grande desespero foi exatamente pela minha certeza de que não existia amor, ou seja, nada poderia restaurar aquela relação e o controle de tudo, inclusive dos sentimentos dele estava distante demais de mim.
Hoje me pego pensando nisso, quanta energia da nossa vida não gastamos com coisas que não valem a pena, simplesmente porque a perda do controle e a "rejeição" são sentimentos que nos incomodam. Me lembro de quantas noites passei chorando e do tanto que tentei retomar uma relação que antes de terminar eu já tinha certeza que não seria duradoura e tento encontrar um sentido nisso tudo - e tenho certeza de que foi uma relação que pouco acrescentou à minha vida.
Acho que esse é um ponto pro qual não tenho conclusão nem uma moral clara para pensar, apenas me serve de reflexão para pensar, pensar, pensar... e pelo menos tentar não deixar nunca mais meu coração se vender por tão pouco.
Depois de dois anos num namoro gostosinho mas sem muita emoção aquela figura nova num momento tão diferenciado da minha vida me encantou. Mesmo com o coração ainda um pouquinho balançado pelo ex resolvi embarcar nessa nova relação que me animou demais.
Mas a verdade é que nunca senti meu coração completamente apaixonado. Era gostoso, era uma experiência totalmente nova e divertida, mas não tinha aquela paixão. Não tinha o master frio na barriga e ansiedade de ver a pessoa a cada novo encontro... e me lembro claramente de fazer um cálculo mental, pensando que em seis meses com certeza tudo já teria murchado em mim.
Depois de apenas três meses juntos muitas coisas já me irritavam nele, e a reciproca era verdadeira... até que, por diversos motivos controversos, ele resolveu terminar o namoro. E eu, que tinha certeza que não estava apaixonada enlouqueci.
De repente meu mundo tão estável e sob meu controle desmoronou... minha vida gostosa com o namorado novo todo final de semana já não estava mais nas minhas mãos, e como num passe de mágica, assimilar as palavras que traduziam o fim fizeram com que eu me sentisse absurdamente apaixonada pela pessoa que eu não poderia ter.
E eu me pergunto... por quê? Mesmo estando seguros sobre nossos sentimentos e sabendo exatamente que uma relação não pode ir pra frente o simples fato daquela pessoa não mais nos querer e todo controle sair das nossas mãos nos dá desespero e faz sofrer demais. Hoje, analisando a situação e o que aconteceu eu tenho a certeza de que foi uma relação relativamente fácil de superar.
No momento que eu disse: Não quero mais, simplesmente parei de pensar nele (coisa que nunca acontece comigo, já deixei de querer n pessoas e mesmo assim elas continuaram a povoar meu pensamento) porém nunca uma dor foi tão intensa e um momento tão desesperador... e hoje, acho que o grande desespero foi exatamente pela minha certeza de que não existia amor, ou seja, nada poderia restaurar aquela relação e o controle de tudo, inclusive dos sentimentos dele estava distante demais de mim.
Hoje me pego pensando nisso, quanta energia da nossa vida não gastamos com coisas que não valem a pena, simplesmente porque a perda do controle e a "rejeição" são sentimentos que nos incomodam. Me lembro de quantas noites passei chorando e do tanto que tentei retomar uma relação que antes de terminar eu já tinha certeza que não seria duradoura e tento encontrar um sentido nisso tudo - e tenho certeza de que foi uma relação que pouco acrescentou à minha vida.
Acho que esse é um ponto pro qual não tenho conclusão nem uma moral clara para pensar, apenas me serve de reflexão para pensar, pensar, pensar... e pelo menos tentar não deixar nunca mais meu coração se vender por tão pouco.
sábado, 30 de abril de 2011
Sobre a independência das mulheres e uma nova forma de pensar os relacionamentos
Aos 22 anos eu achava sensacional já ter saido da casa dos meus pais e ter uma vida minha da maneira como eu achava melhor organizar. Mas achava um saco todas as coisas pesadas que tinha que fazer por não ter um homem me ajudando. Do tipo: carregar coisas de um lado pro outro sozinha para fazer uma mudança, não ter idéia do que fazer quando o reator do seu chuveiro queima, não conseguir configurar o seu roteador...
Coisas que eu fazia sofrendo, com um certo "orgulho de mulher independente" mas achando tudo isso chato demais e querendo muito um cara que chegasse na minha vida para eu não ter nunca mais que carregar toda a compra do mês sozinha no ônibus.
É tão fácil nessa situação você se deslumbrar e adorar quando aparece um cara que, além de tudo que te faz feliz, te ajuda a todos os momentos a organizar sua vida administrativa. E foi isso que aconteceu comigo quando comecei um novo relacionamento no meio dessa fase conturbada de administrar coisas chatas do dia-a-dia que você sempre tem quando mora sozinha. E foi lindo, foi fácil... e eu, que no começo ainda me fazia de durona sem querer ajuda, mas no fundo odiando fazer tudo sozinha, cedi fácil, fácil... era ótimo ter alguém que fazia meu IR e carregava caixas pesadas cheias de livros quando eu resolvia mudar de apartamento (claro que não era só isso, o relacionamento tinha milhares de coisas boas, mas poder contar com alguém que fazia isso era realmente MUITO bom).
O fato é, o relacionamento acabaou (por N motivos) mas minha vida de solteira que mora sozinha não, e todas essas situações continuam acontecendo: mudança de casa, instalar a máquina de lavar roupa, arrumar a porta do armário. Mas, um pouco mais sábia aos 26 anos, mudei um pouco minha forma de encarar isso.
Primeiro porque não sofro mais com essas coisas. De verdade. Claro que sempre é bom ter quem te ajude, mas depois de passar tanto tempo tendo alguém que me ajudava e perceber que essa pessoa pode desaparecer do nada e você ter que voltar a cuidar de tudo me deu de verdade o sentimento de que eu quero e gosto de cuidar de mim sozinha. Claro que tem horas que é um saco, mas é bom perceber que hoje tenho condições de contratar uma empresa de mudança que vai carregar todas as minhas caixas para um novo apê e que não é vergonha nenhuma assumir que eu não entendo muito de seguros e por isso ligar para um amigo me ajudar a escolher a melhor corretora.
Toda essa história é para introduzir um pensamento muito forte que criei depois de tudo que aconteceu. Acho que hoje, ainda, as mulheres buscam muito alguém que, além de tudo, esteja próximo para te ajudar em todas essa situações que realmente são dificeis e consomem nossa vida, especialmente quando moramos sozinhas, e isso se torna uma obrigação para o namorado / marido.
Mas nós podemos sim organizar isso tudo (e é muito importante, pois um relacionamento pode sim acabar de uma hora para outra, e tocar sua vida sozinha não pode ser algo sofrivel) e a partir desse momento, seu companheiro precisa única e exclusivamente te amar e te fazer feliz, simples assim.
Hoje, pra mim, o peso de um relacionamento é muito menor, quando paro e penso no que me faria feliz, "serviços gerais do lar" não está na descrição de cargo, coisa que acontecia há pouco tempo (e deixo aqui declarado que sinto sim esse como um erro meu, de me acostumar e achar boa toda essa parte e acabar exagerando e tornando isso pesado pro meu namorado da época). Isos pesa no relacionamento, vira obrigação para o outro e dependecia para você.
O contexto em que as mulheres vivevem hoje, pelo menos que eu vivo, me faz acreditar muito que não precisamos de um homem para mais nada além de nos amar e o amarmos. E isso é bom. Isso faz com que seja o amor, carinho, respeito, incentivo que construa uma relaçao - claro que aí o laço se torna mais frágil, afinal esse é um tipo de sentimento mutável e é uma linha muito sensivel que segura a relaçao, mas também muito mais verdadeira.
É lógico que se meu próximo namorado se oferecer para carregar as minhas malas eu não vou achar isso ruim e dar uma de louca que não admite o apoio de um homem, mas meu ponto é que isso não é mais algo necessário nem precisa se tornar uma obrigação para ninguém que esteja comigo. Um relacionamento agora, é apenas achar alguém que me ame, e que eu ame também, e só.
Coisas que eu fazia sofrendo, com um certo "orgulho de mulher independente" mas achando tudo isso chato demais e querendo muito um cara que chegasse na minha vida para eu não ter nunca mais que carregar toda a compra do mês sozinha no ônibus.
É tão fácil nessa situação você se deslumbrar e adorar quando aparece um cara que, além de tudo que te faz feliz, te ajuda a todos os momentos a organizar sua vida administrativa. E foi isso que aconteceu comigo quando comecei um novo relacionamento no meio dessa fase conturbada de administrar coisas chatas do dia-a-dia que você sempre tem quando mora sozinha. E foi lindo, foi fácil... e eu, que no começo ainda me fazia de durona sem querer ajuda, mas no fundo odiando fazer tudo sozinha, cedi fácil, fácil... era ótimo ter alguém que fazia meu IR e carregava caixas pesadas cheias de livros quando eu resolvia mudar de apartamento (claro que não era só isso, o relacionamento tinha milhares de coisas boas, mas poder contar com alguém que fazia isso era realmente MUITO bom).
O fato é, o relacionamento acabaou (por N motivos) mas minha vida de solteira que mora sozinha não, e todas essas situações continuam acontecendo: mudança de casa, instalar a máquina de lavar roupa, arrumar a porta do armário. Mas, um pouco mais sábia aos 26 anos, mudei um pouco minha forma de encarar isso.
Primeiro porque não sofro mais com essas coisas. De verdade. Claro que sempre é bom ter quem te ajude, mas depois de passar tanto tempo tendo alguém que me ajudava e perceber que essa pessoa pode desaparecer do nada e você ter que voltar a cuidar de tudo me deu de verdade o sentimento de que eu quero e gosto de cuidar de mim sozinha. Claro que tem horas que é um saco, mas é bom perceber que hoje tenho condições de contratar uma empresa de mudança que vai carregar todas as minhas caixas para um novo apê e que não é vergonha nenhuma assumir que eu não entendo muito de seguros e por isso ligar para um amigo me ajudar a escolher a melhor corretora.
Toda essa história é para introduzir um pensamento muito forte que criei depois de tudo que aconteceu. Acho que hoje, ainda, as mulheres buscam muito alguém que, além de tudo, esteja próximo para te ajudar em todas essa situações que realmente são dificeis e consomem nossa vida, especialmente quando moramos sozinhas, e isso se torna uma obrigação para o namorado / marido.
Mas nós podemos sim organizar isso tudo (e é muito importante, pois um relacionamento pode sim acabar de uma hora para outra, e tocar sua vida sozinha não pode ser algo sofrivel) e a partir desse momento, seu companheiro precisa única e exclusivamente te amar e te fazer feliz, simples assim.
Hoje, pra mim, o peso de um relacionamento é muito menor, quando paro e penso no que me faria feliz, "serviços gerais do lar" não está na descrição de cargo, coisa que acontecia há pouco tempo (e deixo aqui declarado que sinto sim esse como um erro meu, de me acostumar e achar boa toda essa parte e acabar exagerando e tornando isso pesado pro meu namorado da época). Isos pesa no relacionamento, vira obrigação para o outro e dependecia para você.
O contexto em que as mulheres vivevem hoje, pelo menos que eu vivo, me faz acreditar muito que não precisamos de um homem para mais nada além de nos amar e o amarmos. E isso é bom. Isso faz com que seja o amor, carinho, respeito, incentivo que construa uma relaçao - claro que aí o laço se torna mais frágil, afinal esse é um tipo de sentimento mutável e é uma linha muito sensivel que segura a relaçao, mas também muito mais verdadeira.
É lógico que se meu próximo namorado se oferecer para carregar as minhas malas eu não vou achar isso ruim e dar uma de louca que não admite o apoio de um homem, mas meu ponto é que isso não é mais algo necessário nem precisa se tornar uma obrigação para ninguém que esteja comigo. Um relacionamento agora, é apenas achar alguém que me ame, e que eu ame também, e só.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Pra escrever uma nova história...
Acredito e entendo muito que cada um possui uma essencia que não muda. Uma forma de pensar e sentir determinadas coisas que será sempre igual independente de quem for a pessoa com quem nos relacionamemos.
Porém, é fato que nossas interaçoes com o mundo nos modificam, sendo assim nada mais normal do que mudarmos algumas atitudes e formas de pensar a cada relacionamento, pela influencia que outra pessoa exerce sobre nós e pelas lições que tiramos das experiências vividas.
Pensando nisso, acho deprimente demais ver pessoas que repetem sempre as mesmas atitudes a cada novo relacionamento. E não digo apenas erros cometidos, mas a mesmo forma de conduzir mesmo.
Pare e pense: você tem uma lista de relacionamentos que não terminaram bem, será mesmo que a culpa sempre foi da outra pessoa? Especialmente quando as sesnsações e queixas são super parecidas... não faria um pouco de sentido parar para analisar onde você errou?
Não é apenas o não olhar onde se pode estar errando, mas a sensação que tenho é a de que nada é verdadeiro, afinal, como podem pessoas tão diferentes que passam pela sua vida despertarem atitudes sempre iguais? Minha conclusão é que na verdade nenhuma dessas pessoas despertou realmente alguma coisa por elas mesmas.
Eu tenho minha mini coleçao (ou não) de relacionamentos... não acho que posso dizer que eles não deram certo, porque na verdade eles deram por um tempo e nesse tempo foram muito bons.
Alguns eu terminei e fiz o então eminete ex-namorado sofrer muito. Outros eu fui "terminada" e aí foi minha vez de sofrer um monte. Mas o fato é que independente do que aconteceu, a cada fim eu soube fazer meu balanço e entender o porquê. E a cada novo eu me deixei afetar e fazer uma história nova e diferente.
Acredito muito que nem sempre você pode parar e dizer que tirou a lição do relacionamento, porque na verdade as pessoas são diferentes e o que importa para cada um é diferente. Mas não faz sentido sair de uma relaçao sem poder pelo menos entender o que você aprendeu e onde ganhou com isso, e usar sua experiencia para se transformar e fazer melhor.
Crescer não é decidir que você vai demorar mais ou menos tempo pra dizer eu te amo porque da outra vez foi muito rápido e você se arrependeu. Não é decidir se dessa vez você vai expor mais ou menos a sua paixão no facebook. Crescer e aprender a se relacionar de verdade é ter maturidade o suficiente pra entender onde e como você machuca as pessoas, saber olhar pras suas atitudes e fazer uma história diferente.
sábado, 19 de março de 2011
Amor próprio
Ontem, no infinito trajeto entre trabalho - ensaio, estava ouvindo no radio o programa missão impossível da Joven Pan. Uma garota de 24 anos contava que seu ex-namorado havia voltado diferente de uma viagem de 6 meses para algum país pop europeu e com isso a própria menina desencantou e foi deixando de colocar gás na relação.
A falta de empenho dela e a falta de reação dele culminaram no fim do namoro, por parte dele, e agora a menina se sentia culpada por ter sido ela quem tirou o pé e parou investir na relação, o que, supostamente, levou ao fim.
Todo esse contexto poderia já gerar milhares de reflexões e considerações, mas vou me atentar apenas ao seguinte fato: Ouvi por uns 40 minutos os componentes do programa tentando dar uma sacudida na garota com aquelas conhecidas e mortais frases:
- Você precisa se amar e ter amor próprio
-Pare de deixar que ele seja maior que você
- Parte pra outra, se ame primeiro, esse cara não ta nem ai. Não espere que seus amigos te tirem da depressão, você tem que se amar.'
- Não se exponha assim na frente dele, tenha orgulho.
Bom, em primeiro lugar, acho que isso é tudo que uma pessoa não precisa ouvir em rede nacional quando está sofrendo por amor. Mas ok, ela resolveu ligar e deveria estar pronta para as conseqüências.
Mas o que realmente me chama atenção é essa idéia que o mundo todo vende que a gente não pode sofrer, e se for pra sofrer que seja bem escondidinha pra ninguém ver.
Ouvi isso milhões de vezes, de amigos, de parentes: "Marina, só não deixa ele saber que você está assim, só não deixa ele perceber que você está mal por causa dele". E eu me pergunto: Por quê? Eu estou sofrendo mesmo, estou mal pra caralho mesmo, estou desesperadamente querendo dizer que sofro sem ele e que o amo mesmo, porque isso sufoca meu coração de uma maneira desesperadora. E essa dor não vai mudar, vou continuar assim, no limbo, ele sabendo ou não.
E, além disso, naquele contexto de desespero e amor total ainda pensava dentro de mim que se não abrisse meu coração e dissesse tudo que pensava e sentia perderia a chance de entender qual seria a relação do dito cujo diante disso..
Claro que não estou dizendo que acho saudável passarmos meses e meses correndo atrás de quem nos despreza. Mas depois de um relacionamento de anos, cheio de amor e paixão, onde ainda existe respeito, e alguma idéia de algo mal resolvido somado a uma enorme vontade de estar juntos, não consigo pensar em recolher minhas dores numa caixinha apertada debaixo do edredon enxarcado de lágrimas, escondendo todos os nós que existem no meu estômago e garganta apenas pra não dar o gostinho do cara que eu amei loucamente desejando e planejando viver minha vida toda ao lado compartilhando todos os meus segredos e angustias, me ver mais uma vez angustiada por que em algum momento parou de fazer sentido seguirmos nossas vidas juntos.
Mais do que isso. Esconder tudo isso não para a dor. E tem que doer. Se você amava mesmo vai sempre doer como se não fosse possível encontrar o ponto final daquele desespero no coração.
Acho mais importante você parar, refletir, entender exatamente todo o contexto que culminou no fim, todos os erros e onde a outra pessoa errou (porque é comum quando somos terminados assumirmos imediatamente que a culpa foi nossa) e entender logicamente que não deu e não dará certo do que se preocupar desesperadamente em esconder que toda essa situação te levou pro limbo.
Porque ele acaba. E você sempre fica linda, com um milhão de roupas novas e maquiagens e aquela vontade de não deixar de ser você, de retomar a vida e ser feliz.
E ter se deixado sofrer e ter tentado mostrar com todas as forças que você ainda o amava e queria de volta vira um detalhe. Uma passagem necessária na vida em uma fase que passou, e da qual a gente não pode se arrepender porque foi a nossa verdade naquele momento.
O importante é deixar a fase passar. Chorar e ser ridícula aos olhos dos outros, mas com a sabedoria de entender a hora de passar pro próximo step. E entender que a dor e a tentativa de mostrar o quanto dói e o quanto estamos apaixonada pro outro faz parte de ser humana. Se amar é também respeitar seus sentimentos, sofrimentos, cenas ridiculas e vontade de resolver algo que dói no seu coração.
A falta de empenho dela e a falta de reação dele culminaram no fim do namoro, por parte dele, e agora a menina se sentia culpada por ter sido ela quem tirou o pé e parou investir na relação, o que, supostamente, levou ao fim.
Todo esse contexto poderia já gerar milhares de reflexões e considerações, mas vou me atentar apenas ao seguinte fato: Ouvi por uns 40 minutos os componentes do programa tentando dar uma sacudida na garota com aquelas conhecidas e mortais frases:
- Você precisa se amar e ter amor próprio
-Pare de deixar que ele seja maior que você
- Parte pra outra, se ame primeiro, esse cara não ta nem ai. Não espere que seus amigos te tirem da depressão, você tem que se amar.'
- Não se exponha assim na frente dele, tenha orgulho.
Bom, em primeiro lugar, acho que isso é tudo que uma pessoa não precisa ouvir em rede nacional quando está sofrendo por amor. Mas ok, ela resolveu ligar e deveria estar pronta para as conseqüências.
Mas o que realmente me chama atenção é essa idéia que o mundo todo vende que a gente não pode sofrer, e se for pra sofrer que seja bem escondidinha pra ninguém ver.
Ouvi isso milhões de vezes, de amigos, de parentes: "Marina, só não deixa ele saber que você está assim, só não deixa ele perceber que você está mal por causa dele". E eu me pergunto: Por quê? Eu estou sofrendo mesmo, estou mal pra caralho mesmo, estou desesperadamente querendo dizer que sofro sem ele e que o amo mesmo, porque isso sufoca meu coração de uma maneira desesperadora. E essa dor não vai mudar, vou continuar assim, no limbo, ele sabendo ou não.
E, além disso, naquele contexto de desespero e amor total ainda pensava dentro de mim que se não abrisse meu coração e dissesse tudo que pensava e sentia perderia a chance de entender qual seria a relação do dito cujo diante disso..
Claro que não estou dizendo que acho saudável passarmos meses e meses correndo atrás de quem nos despreza. Mas depois de um relacionamento de anos, cheio de amor e paixão, onde ainda existe respeito, e alguma idéia de algo mal resolvido somado a uma enorme vontade de estar juntos, não consigo pensar em recolher minhas dores numa caixinha apertada debaixo do edredon enxarcado de lágrimas, escondendo todos os nós que existem no meu estômago e garganta apenas pra não dar o gostinho do cara que eu amei loucamente desejando e planejando viver minha vida toda ao lado compartilhando todos os meus segredos e angustias, me ver mais uma vez angustiada por que em algum momento parou de fazer sentido seguirmos nossas vidas juntos.
Mais do que isso. Esconder tudo isso não para a dor. E tem que doer. Se você amava mesmo vai sempre doer como se não fosse possível encontrar o ponto final daquele desespero no coração.
Acho mais importante você parar, refletir, entender exatamente todo o contexto que culminou no fim, todos os erros e onde a outra pessoa errou (porque é comum quando somos terminados assumirmos imediatamente que a culpa foi nossa) e entender logicamente que não deu e não dará certo do que se preocupar desesperadamente em esconder que toda essa situação te levou pro limbo.
Porque ele acaba. E você sempre fica linda, com um milhão de roupas novas e maquiagens e aquela vontade de não deixar de ser você, de retomar a vida e ser feliz.
E ter se deixado sofrer e ter tentado mostrar com todas as forças que você ainda o amava e queria de volta vira um detalhe. Uma passagem necessária na vida em uma fase que passou, e da qual a gente não pode se arrepender porque foi a nossa verdade naquele momento.
O importante é deixar a fase passar. Chorar e ser ridícula aos olhos dos outros, mas com a sabedoria de entender a hora de passar pro próximo step. E entender que a dor e a tentativa de mostrar o quanto dói e o quanto estamos apaixonada pro outro faz parte de ser humana. Se amar é também respeitar seus sentimentos, sofrimentos, cenas ridiculas e vontade de resolver algo que dói no seu coração.
sábado, 12 de março de 2011
Quem cultiva as suas asas?
Diálogo de um fim de relacionamento:
- Eu não sou mais eu, não faço o que eu quero.
- Mas quando eu impliquei e disse pra você não fazer o que queria?
- Nunca, mas eu deixei por você... e você percebia e não fazia nada.
- Mas você nunca me disse nada.
- Eu não quero ter que levantar a mão sempre que você não perceber, dá pra ver até no meu rosto.
- Mas eu sempre te perguntei se tinha algum problema e você dizia que eu tava viajando.
- Era pra gente não brigar. Você não me apóia nem incentiva.
- Como não? Eu te ajudei e apoiei em tudo na sua carreira.
- Eu queria que você me apoiasse a sair com meus amigos.
- Mas eu nunca impliquei com isso.
- Mas eu queria que você falasse espontaneamente sem eu ter que pedir, quero minhas asas que você tirou de mim.
Ok, agora eu me pergunto, quem exatamente tirou as asas de quem nesse caso?
Por que as pessoas entram num relacionamento abrindo mão de coisas pelas quais não estão dispostas...e mais do que isso como é possível que ainda o outro seja colocado como responsável tão grande pela sua própria felicidade?
Nos meus relacionamentos eu sempre fiz tudo que eu quis. Nunca deixei de fazer teatro, estudar, fazer minha pós, brigar que nem louca pra ser promovida (coisas que sempre foram respeitadas e admiradas pelo meu ex, mas sinceramente nunca apoiadas... e até criticadas em alguns momentos). Isso porque eram coisas importantes para mim, e por isso sempre tive muita clareza de que ter minha felicidade e minha vida só poderia depender de mim;
Claro que sim, deixei de fazer muitas coisas pelo outro, mas sempre foi porque eu quis, porque aquela pessoa tinha uma importância tão grande que pra mim fazia sentido, e por isso jamais culpei ninguém por essa escolha, já que na verdade ela foi minha e sou responsável pelos meus atos. Continuo acreditando e defendendo muito que a nossa felicidade e conquistas estão em nossas mãos, e não podemos esperar que nosso parceiro nos de isso.
Acho que o maior erro de um relacionamento (e que pra mim chega a ser uma enorme imaturidade) é abrir mão de coisas importantes pra você apenas para agradar o outro...pior ainda, esperar que alguns impulsos da sua vida venham dessa pessoa... isso fatalmente te levará à frustração pois não é sempre que a bola de cristal do outro tá rodando bem. Acredito e sempre vou acreditar que cada escolha feita deve ser feita com total consciência de que ela aconteceu por opção, e que todas as conseqüências são total nossa responsabilidade.
Além disso, você nunca terá a chance de saber o que realmente poderia ter acontecido se ambos agissem com sinceridade, qual seria a real reação do parceiro se você age sem ser de acordo com o que sente e acredita.
Defendo a transparência, que se fale abertamente do que gostamos ou não. Só assim é possível saber de verdade o quanto seu parceiro realmente te deixa ser você e gosta e apóia isso... ou não.
- Eu não sou mais eu, não faço o que eu quero.
- Mas quando eu impliquei e disse pra você não fazer o que queria?
- Nunca, mas eu deixei por você... e você percebia e não fazia nada.
- Mas você nunca me disse nada.
- Eu não quero ter que levantar a mão sempre que você não perceber, dá pra ver até no meu rosto.
- Mas eu sempre te perguntei se tinha algum problema e você dizia que eu tava viajando.
- Era pra gente não brigar. Você não me apóia nem incentiva.
- Como não? Eu te ajudei e apoiei em tudo na sua carreira.
- Eu queria que você me apoiasse a sair com meus amigos.
- Mas eu nunca impliquei com isso.
- Mas eu queria que você falasse espontaneamente sem eu ter que pedir, quero minhas asas que você tirou de mim.
Ok, agora eu me pergunto, quem exatamente tirou as asas de quem nesse caso?
Por que as pessoas entram num relacionamento abrindo mão de coisas pelas quais não estão dispostas...e mais do que isso como é possível que ainda o outro seja colocado como responsável tão grande pela sua própria felicidade?
Nos meus relacionamentos eu sempre fiz tudo que eu quis. Nunca deixei de fazer teatro, estudar, fazer minha pós, brigar que nem louca pra ser promovida (coisas que sempre foram respeitadas e admiradas pelo meu ex, mas sinceramente nunca apoiadas... e até criticadas em alguns momentos). Isso porque eram coisas importantes para mim, e por isso sempre tive muita clareza de que ter minha felicidade e minha vida só poderia depender de mim;
Claro que sim, deixei de fazer muitas coisas pelo outro, mas sempre foi porque eu quis, porque aquela pessoa tinha uma importância tão grande que pra mim fazia sentido, e por isso jamais culpei ninguém por essa escolha, já que na verdade ela foi minha e sou responsável pelos meus atos. Continuo acreditando e defendendo muito que a nossa felicidade e conquistas estão em nossas mãos, e não podemos esperar que nosso parceiro nos de isso.
Acho que o maior erro de um relacionamento (e que pra mim chega a ser uma enorme imaturidade) é abrir mão de coisas importantes pra você apenas para agradar o outro...pior ainda, esperar que alguns impulsos da sua vida venham dessa pessoa... isso fatalmente te levará à frustração pois não é sempre que a bola de cristal do outro tá rodando bem. Acredito e sempre vou acreditar que cada escolha feita deve ser feita com total consciência de que ela aconteceu por opção, e que todas as conseqüências são total nossa responsabilidade.
Além disso, você nunca terá a chance de saber o que realmente poderia ter acontecido se ambos agissem com sinceridade, qual seria a real reação do parceiro se você age sem ser de acordo com o que sente e acredita.
Defendo a transparência, que se fale abertamente do que gostamos ou não. Só assim é possível saber de verdade o quanto seu parceiro realmente te deixa ser você e gosta e apóia isso... ou não.
sábado, 5 de março de 2011
Curtindo a vida de solteira
Quantas vezes a gente não ouve por aí alguns seres humanos dizendo: nossa, to curtindo muito minha vida de solteiro (a)? Normalmente essa expressão está associada a: estou vivendo de balada em balada pegando geral... mas será que é isso mesmo que significa curtir a vida de solteiro? Não que isso não seja importante e necessário, mas minha sensação é que as pessoas se limitam a pensar que a maravilha de ser solteiro é estar sozinho com a vida de estar de balada em balada ficando com várias pessoas.
Quando fui terminada do relacionamento passei por algumas fases bem distintas:
- Fase 1: um mês de desnorteio sem entender muito bem o que aconteceu, de stand by na vida pensando que ainda dava pra voltar e em como ajudar para que isso acontecesse. (momento digressivo: essa fase é especialmente foda quando você tem um ex como o meu que fica sempre te alimentando uma esperançazinha. Puxa assunto, diz que te ama e te chama de apelidinhos de namoroda. Você ainda gosta da pessoa e até cair a ficha de que isso é babaquice e não amor demora. Homens, não façam isso, primeiro porque é cruel, segundo porque depois que a mina cria forças e sai dessa fase e da próxima que vou citar você ficará sendo rotulado como babaca pro resto da vida)
- Fase 2: iniciou com o primeiro beijo depois do fim do relacionamento... Ou seja, quando a ficha de que tinha realmente acabado caiu e ai começou O LIMBO. Daqueles foda mesmo.. limbo total de não querer sair da cama sem conseguir imaginar mais o que fazer. mas udo bem, fase necessária e que durou (graças a Deus) apenas um mês.
- Fase 3: Fase entitulada pela maioria das pessoas como "curtindo a vida de solteiro". Sim, muitas, muuuuuuuuuuuuitas baladas. Muitas, mas muuuuuuuuuuuuuitas merdas e risadas... e.. lógico, praticamente tripliquei em poucos meses a quantidade de caras que já tinha saido em toda a minha vida.
Mas essa fase já acabou um bom tempo, e agora, já 9 meses sozinha e depois da fase 3 ter terminado há uns 5 meses é o momento em que realmente posso dizer que estou curtindo a vida de solteira.
Primeiro por estar aprendendo de verdade a ficar sozinha de novo. Ficar sozinha é uma merda, mesmo, acho a maior babaquice essa gente que diz que gosta e que é feliz... mentira. Todo mundo quer um relacionamento.
Mas sim, é importante, porque se você não fica sozinha e aprende a lidar com isso qualquer fim de relacionamento te desestrutura muito, e o risco de você levar uma relação arrastada simplesmente por medo aumenta demais
Segundo porque é solteira que você tem tempo de verdade pra saber quem é você, o que você quer e construir uma individualidade. Pra mim isso é curtir a vida de solteiro, aproveitar esse tempo de intervalo entre relacionamentos pra se construir, pois sem ter isso muito claro fatalmente o seu próximo parceiro irá sofrer demais pelas suas expectativas distorcidas, e não é em 3 meses de pegação que você consegue construir esse eu individual tão importante.
Se você não passa um tempo sozinho seu ideal de relacionamento sempre será o que você espera que o outro complete em você, sempre será a expectativa voltada no outro e nunca no que você realmente precisa. Porque quem curte a vida de solteiro sabe exatamente o que precisa pra ser feliz, e consegue buscar isso sem colocar expectativas de felicidade em cima de quem está ao lado em um relacionamento.
Curtindo a vida de solteiro, o que te faz feliz é primordial e inserir isso na sua vida é total responsabilidade sua, o que se busca como relacionamento é alguém que te estimule, e não que seja responsável pela sua felicidade.
Pra se entrar num relacionamento com maturidade, você precisa saber exatamente o que quer e como buscar as coisas que você almeja, buscando uma companhia que torna esse caminmho mais fácil, e não que faça esse caminho pra você.
O grande risco que corremos quando não aprendemos a estar sozinhos é entrar numa relação já esperando que o outro nos de tudo que precisamos para sermos felizes, o que fatalmente cuminará na frustração porque sua parceira (ou parceiro) não foi capaz de fazer aquilo que você não fazia sozinho por você mesmo. E a vida segue assim... uma eterna busca por companhias que te tragam aquilo que você não é capaz de trazer por si só na sua vida.
Quando fui terminada do relacionamento passei por algumas fases bem distintas:
- Fase 1: um mês de desnorteio sem entender muito bem o que aconteceu, de stand by na vida pensando que ainda dava pra voltar e em como ajudar para que isso acontecesse. (momento digressivo: essa fase é especialmente foda quando você tem um ex como o meu que fica sempre te alimentando uma esperançazinha. Puxa assunto, diz que te ama e te chama de apelidinhos de namoroda. Você ainda gosta da pessoa e até cair a ficha de que isso é babaquice e não amor demora. Homens, não façam isso, primeiro porque é cruel, segundo porque depois que a mina cria forças e sai dessa fase e da próxima que vou citar você ficará sendo rotulado como babaca pro resto da vida)
- Fase 2: iniciou com o primeiro beijo depois do fim do relacionamento... Ou seja, quando a ficha de que tinha realmente acabado caiu e ai começou O LIMBO. Daqueles foda mesmo.. limbo total de não querer sair da cama sem conseguir imaginar mais o que fazer. mas udo bem, fase necessária e que durou (graças a Deus) apenas um mês.
- Fase 3: Fase entitulada pela maioria das pessoas como "curtindo a vida de solteiro". Sim, muitas, muuuuuuuuuuuuitas baladas. Muitas, mas muuuuuuuuuuuuuitas merdas e risadas... e.. lógico, praticamente tripliquei em poucos meses a quantidade de caras que já tinha saido em toda a minha vida.
Mas essa fase já acabou um bom tempo, e agora, já 9 meses sozinha e depois da fase 3 ter terminado há uns 5 meses é o momento em que realmente posso dizer que estou curtindo a vida de solteira.
Primeiro por estar aprendendo de verdade a ficar sozinha de novo. Ficar sozinha é uma merda, mesmo, acho a maior babaquice essa gente que diz que gosta e que é feliz... mentira. Todo mundo quer um relacionamento.
Mas sim, é importante, porque se você não fica sozinha e aprende a lidar com isso qualquer fim de relacionamento te desestrutura muito, e o risco de você levar uma relação arrastada simplesmente por medo aumenta demais
Segundo porque é solteira que você tem tempo de verdade pra saber quem é você, o que você quer e construir uma individualidade. Pra mim isso é curtir a vida de solteiro, aproveitar esse tempo de intervalo entre relacionamentos pra se construir, pois sem ter isso muito claro fatalmente o seu próximo parceiro irá sofrer demais pelas suas expectativas distorcidas, e não é em 3 meses de pegação que você consegue construir esse eu individual tão importante.
Se você não passa um tempo sozinho seu ideal de relacionamento sempre será o que você espera que o outro complete em você, sempre será a expectativa voltada no outro e nunca no que você realmente precisa. Porque quem curte a vida de solteiro sabe exatamente o que precisa pra ser feliz, e consegue buscar isso sem colocar expectativas de felicidade em cima de quem está ao lado em um relacionamento.
Curtindo a vida de solteiro, o que te faz feliz é primordial e inserir isso na sua vida é total responsabilidade sua, o que se busca como relacionamento é alguém que te estimule, e não que seja responsável pela sua felicidade.
Pra se entrar num relacionamento com maturidade, você precisa saber exatamente o que quer e como buscar as coisas que você almeja, buscando uma companhia que torna esse caminmho mais fácil, e não que faça esse caminho pra você.
O grande risco que corremos quando não aprendemos a estar sozinhos é entrar numa relação já esperando que o outro nos de tudo que precisamos para sermos felizes, o que fatalmente cuminará na frustração porque sua parceira (ou parceiro) não foi capaz de fazer aquilo que você não fazia sozinho por você mesmo. E a vida segue assim... uma eterna busca por companhias que te tragam aquilo que você não é capaz de trazer por si só na sua vida.
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